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Megaoperação no Rio

“Não é normal que em uma operação 130 percam a vida”, diz Casagrande

Governador avalia que diante da gravidade dos fatos é necessária uma investigação que traga clareza sobre o que ocorreu

Públicado em 

29 out 2025 às 20:34
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Violência no Rio de Janeiro em combate contra o Comando Vermelho. Megaoperação no Rio
Corpos de mortos em megaoperação no Rio ficaram expostos, lado a lado, na comunidade Crédito: Folhapress/Reuters
O governador Renato Casagrande avalia que não pode ser considerado normal o número de vidas perdidas durante a megaoperação realizada no Rio, contra o Comando Vermelho. A reflexão foi feita em seu discurso na cerimônia de entrega do Prêmio Humaniza, na tarde desta quarta-feira (29), no Palácio Anchieta.
“Não é normal que em uma operação policial mais de 130 pessoas percam a vida”, assinalou, voltando a reafirmar: “Não é normal isso”.
Os números foram arredondados pelo chefe do Executivo estadual, considerando que, até o início da noite desta quarta-feira (29), a quantidade de mortos nos complexos do Alemão e da Penha, Zona Norte do Rio onde ocorreu a operação, chegou a 121.
Diante da gravidade dos fatos, o governador apontou para a necessidade de uma investigação a ser feita pelo Ministério Público e pelas próprias forças de segurança do Rio de Janeiro. "Alguma coisa precisa ser apurada, investigada, analisada”.
E completou: “Trabalho que o MP do Rio vai ter que fazer, de investigação, de apuração, para saber de fato o que aconteceu, para a gente poder ter clareza naquilo que nós estamos vendo, as cenas que a gente está vendo lá no Rio de Janeiro”, disse, observando que cabe ao órgão ministerial o papel de atuar como controle externo das forças de segurança.
Embora tenha afirmado que não lhe cabia fazer uma avaliação da operação policial ou um julgamento sobre como ela foi planejada, Casagrande expressou preocupação com o seu resultado.
“É muito difícil você não fazer uma análise e uma reflexão com o saldo de tantas pessoas que perderam a vida em uma única operação”, disse, observando que a situação no Rio de Janeiro sinaliza que o Brasil ainda possui muitos desafios.
"Mas no Espírito Santo a gente tem dado passos. A gente tem desafios ainda, mas nós temos dado passos importantes em direção à justiça e que a gente possa continuar nesse trabalho", concluiu.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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